Mais uma casa cheia, no passado sábado, no
Auditório Municipal de Mesão Frio para assistir a “Falar Verdade a Mentir”, o
clássico de Almeida Garrett trazido a cena pelo Núcleo de Teatro da Associação
Cultural de Vermoim.
As verdades e as mentiras de Duarte Guedes
que, simplesmente, não resiste à mentira apesar de todas as tentativas de se
redimir numa peça que retrata e tem como base a sociedade lisboeta do século
XIX e divertiu todos quantos estiveram no auditório de Mesão Frio em mais uma
passagem deste festival pela porta do Douro.
No final do espetáculo, Carlos Azevedo,
responsável pelo Núcleo de Teatro da Associação Cultural de Vermoim incitou os
presentes a apoiar a Associação Vale d’Ouro e a Mostra de Teatro do Douro que
considera ser um festival de características únicas no país por permitir aos
grupos conhecer toda a região e aos espectadores contactarem com diferentes
trabalhos na área do teatro. Luís Almeida, da Associação Vale d’Ouro agradeceu
as palavras sublinhado que é aos grupos de teatro que se deve o sucesso deste
festival e a municípios como o de Mesão Frio que acreditam e apoiam a produção
com origem na região.
A XI Mostra de Teatro do Douro chega agora ao
seu derradeiro fim-de-semana com dois espetáculos que terão como mote a
distinção de Cidade do Vinho 2019 atribuída à Régua. Na sexta-feira o Pinhão
recebe “Eu sou o Peso Fidalgo, eu sou a Régua Vareira” numa encenação do Grupo
de Teatro da Universidade Sénior de Rotary do Peso da Régua e que aborda uma
história de amor passada na época de fundação da cidade. Já no sábado, o último
espetáculo decorre no Auditório Municipal do Peso da Régua que receberá o Auto
do Bom Despacho do Teatraço, uma comédia encenada por Beto Coville cuja trama se
passa na região do Douro. A entrada no espetáculo do Pinhão é gratuita e a
venda de bilhetes para o espetáculo de encerramento na Régua decorre a bom
ritmo e nos locais habituais.